Se não fosse dentista seria?

21/01/2010 - Leave a Response

Ontem me pediram para responder perguntas para uma matéria de jornal chamada Perfil, resolvi responder sem muitas reflexões. Depois de enviada a resposta fiquei pensando numa delas:  SE TIVESSE ESCOLHIDO OUTRA PROFISSÃO QUAL SERIA? Psicologia. Todos dizem que eu deveria ser advogada, dizem que sou marrenta, briguenta, intransigente, inflexível; eu acho que sou incompreendida, mas em todo o caso…

Fiquei pensando se me cairia bem a psicologia. Gosto muito de pensar, especialmente que a mente mente, mas não sei se daria conta de passar décadas cuidando das mentes que mentem; embora muitas o façam sinceramente. Esse apaziguamento dos psicólogos, essa forma de se expressar que nos faz acreditar que são equilibradíssimos não daria certo comigo.

Por outro lado, a advocacia é tão atrativa pelas argumentações e tão exaustiva pelas mesmas. Sei lá, acho que a odontologia me propiciou essas múltiplas oportunidades;  homeopatia, nutrição, saúde coletiva, direitos humanos, políticas públicas, e o monte de coisas que me interessam e faço.

Quem sabe fosse o que fosse e eu faria tudo do mesmo jeito. Meu marido tem outra teoria, ele diz que eu fiz odontologia pra encontrar com ele. Não deixa de ser uma teoria. Eu acho que eu  fui pra odontologia pra não me perder em tanto espaço que é a mente humana, caí no espaço da boca, cuidei de milimetros,ouvi as dores e saí pro mundo.

Apesar de você

28/12/2009 - Leave a Response

Assisti um documentário sobre O Pasquim, semanário publicado de 69 a 91, conhecido pela oposição ao regime militar.

Muito bom ver muitos dos colaboradores ainda na ativa e as situações vividas pelo grupo.

Lembro do escândalo que foi a entrevista com Leila Diniz, tudo muito proibido, e ela lindíssima grávida de biquini com a barriga de fora. A revista passeava pela casa meio escondida, cada adulto que lia deixava num lugar “reservado”. De vez em quando alguém deixava dando sopa e a gente folheava.

Vendo hoje a censura ao Estadão, 149 dias sem poder escrever sobre os Sarneys, vejo que  o que mudou foi o modelo de repressão. A fantasia agora é outra. Pena que os compositores não aproveitem fatos tão indignantes e criem coisas lindas, algumas tristes, outras muito divertidas sobre a censura que nos assola.

Apesar de você, de Chico, crítica ao regime militar, só foi liberada por parecer se tratar de uma briga de casal.

Seria muito interessante se as mídias executassem esta música, assim lembraríamos os 105 escândalos que acabaram em nada, e que apesar dele, amanhã será um novo dia.

16 dia de Ativismo em Americana

28/11/2009 - Leave a Response
Este foi o texto divulgado pela imprensa daqui depois das informações dadas por nós, ficou muito bom:

 

 

Conselho da Mulher de Americana participa dos 16 Dias de Ativismo

Campanha educativa visa sensibilizar sociedade pelo fim da violência contra a mulher

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Americana (CMDM), com apoio da Secretaria de Promoção Social, promove no dia 26 de novembro um debate sobre a rede de serviços que atende as mulheres vítimas de violência. O evento faz parte das atividades da campanha educativa “16 dias de Ativismo”, que acontece entre os dias 25 de novembro, Dia Internacional de Luta pela não Violência contra a Mulher, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Segundo a presidente do CMDM, Léa Amábile de Queiróz Telles, o debate vai discutir sobre a rede de serviços que atende as mulheres vítimas de violência e a relação entre as diversas portas de entrada da mulher vitimada, seja pelas Delegacias, Instituto Médico Legal (IML), Centro de Referência da Mulher, Hospital Municipal, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Centro de Atendimento ao Migrante (CAM), Unidades Básicas de Saúde, Saúde Mental, Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), entidades assistenciais, Organizações Não Governamentais (ONGs) e demais acolhimentos.

“Entendemos que a participação de representantes de todas as Secretarias Municipais e autarquias, do Executivo, Legislativo e Judiciário é importantíssima, pois os números de mulheres vítimas de violência física, psicológica e sexual merecem nossa atenção e uma ação conjunta”,  disse Léa.

De acordo com dados fornecidos pela Delegacia da Mulher, a média mensal de atendimentos no semestre passado foi de 170 mulheres e, de fevereiro a julho, outras 170 foram acolhidas no Centro de Referência. “Existem ainda as que deram entrada no Hospital Municipal e Unidades Básicas que não explicitam violência, portanto a notificação compulsória não se efetiva e a subnotificação, mais uma vez, distorce a realidade”, explicou a presidente do CMDM.

Segundo ela, esta invisibilidade se manifesta também nas faltas ao trabalho, nos números de crianças e adolescentes que desaparecem dos lares, cometem pequenos delitos e se misturam com outros componentes que não são facilitadores para uma cultura de paz.

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Americana e o Centro de Referência da Mulher participarão dos “16 Dias de Ativismo” numa programação conjunta com os municípios de Sumaré, Paulínia e Hortolândia. O debate em Americana será realizado no dia 26 de novembro, das 14 às 18 horas, no Auditório Azul do Campus Maria Auxiliadora da UNISAL, que fica na avenida de Cillo, nº 3500, Parque Novo Mundo.

O evento contará com as participações de Aparecida Gonçalves,  subsecretária de Programas e Ações Temáticas do Governo Federal (SPM), Maria Angélica Soares, psicóloga e coordenadora do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) de Campinas, Márcia Valéria Pereira, psicóloga e coordenadora da Casa Elenira Rezende de São Paulo, entre outros convidados.  A entrada é franca.

 

“Viver sem violência é um direito de todas as mulheres”

“16 Dias de Ativismo” é uma campanha educativa de enfrentamento à violência contra a Mulher, que acontece entre os dias 25 de novembro: Dia Internacional de Luta pela não violência contra a mulher e 10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos, com objetivo de sensibilizar toda sociedade na defesa dos direitos humanos e pelo fim da violência contra as mulheres. No Brasil, as mulheres tiveram uma importante conquista: a instituição da Lei Maria da Penha: nº 11.340/2006, que coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher. Garantir uma vida plena e uma sociedade sem violência é o principal objetivo desta campanha e sem dúvidas tornar público a luta das mulheres por uma sociedade de paz.

Pesquisa Ibope/Instituto Avon 2009: 56% apontam a violência doméstica contra as mulheres dentro de casa como o problema que mais preocupa a brasileira.

 

Por seres tão inventivo e pareceres contínuo…

12/11/2009 - Leave a Response

 

Oração Ao Tempo

Caetano Veloso

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo…

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo…

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo…

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo…

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo…

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo…

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo…

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo…

 

As mulheres e as mídias

12/11/2009 - 2 Respostas

 

Por seres tão inventivomulher e midia
E pareceres contínuo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo…

Caetano Veloso

O Seminário Mulher e a Mídia 6, promovido pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Unifem, Pnud e Instituto Patrícia Galvão foi caracterizado pela apresentação das experiências profissionais, por discussões relativas à comunicação e mídia e por propostas para a Conferência Nacional de Comunicação que deverá acontecer de 14 a 17 de dezembro em Brasília. Nos debates foram tratados os temas: “A mulher e a mídia: espaço de debates e construção de propostas”; “Mulher, mídia e convergência das   comunicações”; “TV pública e promoção de igualdade de gênero”; “Produção de conteúdos e diversidade”.

Considerando as particularidades na representação de mulheres, seja pelos territórios, segmentos sociais ou pelas atividades desenvolvidas relativas a gênero, assim também foi a contribuição que cada uma pode dar das experiências relacionadas às mídias e a comunicação. A convergência de mídias teve um debate caloroso. Se por um lado somos impregnados pela idéia de que não existe vida sem conexão – especialmente em territórios ditos “altamente iluminados” em termos de desenvolvimento econômico e social – por outro lado somos remetidos a outras realidades onde a comunicação e a mídia também existem, porém de formas diferentes das que consideramos imprescindíveis. Por isso, o paradoxo da flexibilidade deve receber uma análise mais detalhada: se as jornadas de trabalho femininas são flexíveis e de menor remuneração, o custo da comunicação móvel, por ser mais caro, acaba por eliminar a tal flexibilidade. Fica valendo a máxima: “tudo que é ruim, para a mulher fica pior”.

Se para algumas mulheres não há vida off-line – pois é imperativo que se contamine o mundo com suas idéias – para outras isso não tem nenhum significado, pois continuam se comunicando com aparelhos móveis, porém sem convergência de comunicação. No entanto, o interesse pelo conteúdo das mídias é geral entre as mulheres, em todos os territórios. Talvez, por serem as mulheres mais compartilhadoras, socializadoras e voluntárias, as mídias lhes atraiam mais. Podemos também pensar na repetição dos padrões sócio-culturais ao considerarmos que as meninas usam as mídias de comunicação quase que exclusivamente nos espaços privados, preferencialmente em casa, enquanto os meninos as usam mais nos espaços públicos (escolas, lan-houses etc.)

As tecnologias devem servir para diminuir as desigualdades, mas paradoxalmente nos tornam menos senhoras do tempo. Afinal a instantaneidade a quem serve? A necessidade de criar resistência a determinados valores e princípios e de educar para a comunicação e para mídia foram considerados por nós temas importantíssimos a serem debatidos na Conferência Nacional. Mais uma vez foi unanimidade a necessidade de controle social para a distribuição de conteúdo e de uma educação para a inclusão digital.

Ainda que “as vozes da internet ainda sejam vozes masculinas”, as mulheres estarão representadas na conferência com propostas originadas nos municípios e estados que se mobilizaram para isso. Eis o que queremos: direito à comunicação e promoção da diversidade, na mídia.

 

seminário Rio 006seminário Rio 013

ENEM deve servir para que mesmo?

23/10/2009 - Leave a Response

Penso sobre ele faz algum tempo…mas depois da quebra do sigilo, ou melhor, da divulgação da quebra de sigilo refleti mais um pouco. Sinceramente, acho que esse exame vazava faz tempo.

Se não há um currículo nacional , que lógica há em um exame nacional?

Meu filho questiona este exame faz tempo, desde seu primeiro ano de ensino médio, estimulado por alguns professores que pensam e estimulam o pensamento, e eu com aquela conversa de mãe… é o sistema, voce tem que se adequar e blablabla. Ele e alguns amigos questionando mas fazendo, afinal é o sistema… hoje o resultado está aí? não vão fazer pois as universidades que interessam a eles não considerarão o exame e criaram seus critérios próprios de inclusão social!!! o bônus vestibular para quem fez ensino médio em escola pública, que é o que temos enquanto não conseguimos qualidade para todos…como dizia Darci Ribeiro nossa educação não é ruim por acaso, é um projeto.

Mas o impacto não se resume exclusivamente ao vestibular. Muitos pais escolhem o ensino dos filhos e as escolas que os ensinarão baseados num exame que se mostra frágil em vários aspectos.  Fico pensando que , se foi possível pegar a prova e oferecê-la não será possivel outros tantos mecanismos que permitam uns serem melhores qualificados do que outros? muita coisa se ouve sobre isso, especulação é o que não falta. Sabe-se lá!

Perguntas sem respostas, pois o que vale afinal é: PRIMEIRO LUGAR NO ENEM , PRIMEIRO LUGAR AVALIADO PELO MEC E e assim vamos nos iludindo querendo ser e que nossos filhos sejam  os primeiro em algum lugar !!! eu quero que meu filho faça o que precisa ser feito nesse país com o talento que tem.

Voltando…

17/10/2009 - Leave a Response

Depois de um tempo razoável longe daqui volto, não com a corda toda, mas com uma parte dela…primeiro foi minha entrada no Twitter. Confesso que aderi e que cada dia mais me identifico.

Poucas palavras e muitas referências, e assim chego onde me interessa no momento, com isso minha atualização do blog ficou mais restrita. Além disso, viajei uns dias e não tive tempo suficiente para escrever com calma.

Voltei a assumir as atividades que desenvolvo e colocar a casa em ordem dá trabalho… considerando que o ritmo da volta é mais lento, demorei para me sintonizar. Alguns assuntos estão pedindo para serem escritos mas ainda não consegui me concentrar…só algumas anotações.

O ENEM e a fragilidade do processo me intrigaram, não só pelo fato de meu filho ser vestibulando, mas pelo o que este exame representa socialmente, quantas familias escolhem a ESCOLA DO FILHO baseadas numa fragilidade dessas, o tamanho do estrago… se o processo da prova é frágil certamente os boatos de que não se tem controle de quem faz a prova deve igualmente ser considerado. Mas isso escreverei com mais calma.

Outro assunto é minha paticipação numa Audiência Pública que ocorreu na Assembélia Legislativa de SP, da CPI  que trata de Crianças e Adolescentes desaparecidas. Em São Paulo desaparecem 9000 ao ano, destas, 35% não são localizadas.

E claro,  a Campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres” e as atividades de Americana e região. Creio que conseguiremos bons resultados. Como sempre uma musica pede pra ser inserida no post, hoje é dia de Luiz Melodia cantar Cazuza. Codinome Beija Flor

Homem de saia

31/08/2009 - Leave a Response

Essa música é lindinha

As mulheres não deram chance pra ele

Era uma festa onde só dava muié

Eu e o blog, ainda muitas dificuldades…

30/08/2009 - Leave a Response

Só sei que escrevo e que gosto de escrever

Fui bem alfabetizada, pelo menos acima da média, consigo desenhar, pintar e abstrair

Ainda não sei muito bem sobre a nova ortografia, e pra completar a autocorreçao deste blog é em inglês

Manter este blog quase em dia tem sido um prazer e uma grande perturbação…penso nele todo dia, toda hora.

Ouço uma música, penso em escrever, vejo um lindo Ipê  Amarelo ( Americana tem muitos) penso em escrever e assim meu dia e os conteúdos dele ficam me provocando pra serem citados aqui… que diabo viu !!! pois não deve ser coisa de deus, deus deve dar sossego pra gente isso sim…

Além do mais tenho dois amigos que me estimulam a escrever, o Wilson Alegretti e a Daniela Carrara, essa deve ter comigo em algum lugar do passado feito parte da inquisição, ainda não defini bem se fomos inquiridas ou inquirimos.

Ela me pergunta como me seguir: não sei, tento fazer alguma coisa com todos estes recursos e não consigo…tem que ter tempo pra responder, inserir, autorizar comentários, enquetes, aparência, configurações …acho que preciso de um assitente para blogagem

Depois desse descarrego vou aproveitar o domingo ensolarado pra fazer a louvação…

Dar conta das pendências da minha agenda, almoçar salada, descansar, tomar café com as amigas, ouvir Vitor Araújo e me preparar para amanhã pois tenho muita coisa para definir

Para quem se ocupa das questões femininas

30/08/2009 - Leave a Response

Henfil:

Se não houve frutos, valeu a beleza das flores.
Se não houve flores, valeu a sombra das folhas.
Se não houve folhas, valeu a intenção da semente.

Ao cantar “Palavra de mulher” Chico  reforça nossas convicções relativas à defesa dos direitos das mulheres, apoiada na fala do digníssimo Titular do Júri de Campinas, Professor Dr. José Henrique Rodrigues Torres; que dá depoimento no filme “O aborto dos outros”; quando diz que ninguem tem nada a ver com a  nossa honra…

Canto de Ossanha e Filhos de Gandhi

29/08/2009 - Leave a Response

O som que ouvi dentro de mim na despedida da Silvia

O homem que diz “dou”
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz “vou”
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz “sou”
Não é!
Porque quem é mesmo “é”
Não sou!
O homem que diz “tou”
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!…

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor…

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr’o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr’o seu Orixá
O amor só é bom se doer…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!…

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!

Levanta sacode a poeira dá volta por cima…

28/08/2009 - Leave a Response

Sou fà do Paulo Vanzolini, um homem de moral… que diz: o povo de cada um pessoalmente eu não gosto, mas do povo em geral eu gosto muito, e continua: todo mundo em ” Volta por cima”  presta atenção em  volta por cima mas tem uma  outra coisa que pra mim é muito  mais importante que  é  reconhece a queda.

Pois é, reconhecer a queda é fundamental… tenho ultimamente me deparado com tantas quedas;  minhas e dos outros; que parar para uma reflexão com distanciamento  dos fatos deve ser muito bom.

Para mim e muito melhor  para os outros.

Silvia e o Tambor Menino

27/08/2009 - Leave a Response

Faleceu hoje em Americana  Silvia Barros, a alma do Tambor Menino

às 3 Marias , incansáveis apoiadoras, produtoras e acreditadoras nosso eterno reconhecimento




Aproximar a Arte e a Cultura da rua,
por meio da integração, participação e convivência social. Essa é a finalidade da projeto Tambor Menino, que proporciona a 61 crianças e adolescentes de três bairros carentes de Americana/SP o contato com a música, a dança e o canto. Os participantes do projeto descobrem a infinita riqueza cultural que encerra as tradições do próprio povo, num resgate e valorização de traços de manifestações que ainda resistem nos ritos afro-brasileiros, no rap, na capoeira, no maracatu enquanto aprendem a confeccionar, tocar o próprio instrumento, cantar e dançar. Vistos como fonte inesgotável de motivação pedagógica, a música, a dança e o canto abrem novos caminhos, articulam as relações sociais e criam possibilidades de sobrevivência, enquanto incentivam e valorizam o ser humano.

A ONG Arte de Vencer tem como metas: Oferecer uma nova perspectiva de vida para as crianças e adolescentes que vivem em bairros carentes de Americana, fazendo com que eles descubram todo o seu potencial criativo e artístico; Criar oportunidades educacionais e profissionalizantes para que crianças e adolescentes desenvolvam o lado pessoal, o social e o profissional; Acompanhar a criança e o adolescente em seu processo de formação, atuando junto à família e resgatando valores de uma vida em comunidade.
Sílvia Barros é a idealizadora do projeto Tambor Menino e presidente da ONG Arte de Vencer. Como mãe e também por ter as mesmas preocupações de outros pais do bairro Jardim dos Lírios, começou a pensar em iniciativas que pudessem afastar as crianças de uma caminho perverso e muitas vezes sem volta, que é o da criminalidade e das drogas. Viu que a carência no bairro era de tudo, principalmente de Cultura. Como sempre esteve envolvida com atividades culturais e artísticas, Silvia pensou em levar a arte e a cultura para as ruas do seu bairro. Com a ajuda de amigos e outras lideranças do bairro, realizou uma pesquisa junto às crianças e adolescentes da comunidade (suas necessidades, seus sonhos, seus gostos etc.) e, dentro do resultado apurado, implantou, em 1999, o projeto Tambor Menino. Com a aceitação da iniciativa pelos moradores e o apoio da prefeitura municipal o projeto foi estendido a crianças e adolescentes de outros dois bairros carentes do município: Vila Mathiensen e Vila Antônio Zanaga. Hoje o Tambor Menino faz parte da ONG Arte de Vencer, fundada em 2003, e que também oferece outros projetos, visando sempre a integração da criança e do adolescente junto à família e à comunidade, abrindo novas perspectivas de vida, com cursos profissionalizantes e educacionais. Entre os projetos, destacamos: Mocambos (aulas de informática), Retalhos (costura, artesanato), Lendo e Aprendendo (arte de escrever, literatura de Cordel, biblioteca).

“Nós não vamos vencer nunca. Nosso prazer vai ser só o de saber que estamos lutando. Só.” Henfil

24/08/2009 - Leave a Response

Estou ainda organizando os pensamentos a respeito das conversas que tive esta semana com algumas pessoas. Para colocar nos trilhos esses pensamentos busquei algumas referências: Milton Santos e Maria Adélia,os geógrafos e Eduardo Galeano. Vi e revi videos e textos, e por fim a frase do Henfil citada em algum lugar fechou a questão.

É isso.

” Nosso prazer vai ser só o de saber que estamos lutando”.

“Mulheres e meninas não são o problema; são a solução.”

24/08/2009 - Leave a Response

O ensaio “A cruzada das mulheres” de Nicholas D. Kristof e Sheryl WuDunn é parte de um  trabalho que faz com que nós, ativadores sociais, cada vez mais nos motivemos  a fazer parte do processo de mudança social global relativas às políticas de gênero. Nós não fazemos gênero.

Guardadas as particularidades  e necessidades específicas de cada região, deveriam nossos  representantes legislativos  buscar mais informações sobre do que as mulheres brasileiras mais  sofrem  para proporem políticas públicas afirmativas mais consistentes e eficazes e não colocarem a venda da justiça para justificarem suas abstrações. Esta tem sua finalidade. Na maioria das vezes assumem  um discurso extremamente frágil em períodos eleitorais  para abortá-los em seguida, sejam eles  eleitos ou não. Sustentabilidade parece que serve só para as questões ambientais, e direitos das mulheres se reduz aos das suas.

Tal como foi classificado recentemente o regime militar brasileiro, a condição à que muitas  mulheres são submetidas , é classificada como branda.

“Os autores afirmam que o número de vítimas desse rotineiro “femicídio” excede em muito o número de pessoas assassinadas em todos os genocídios do século passado” No século XIX, o maior desafio moral foi a escravidão. No século XX, foi a vez do totalitarismo. Neste século, é a brutalidade infligida a tantas mulheres e meninas em todo o mundo: tráfico sexual, ataques com ácido, noivas queimadas e estupros em massa. Porém, o combate às injustiças que as mulheres sofrem nos países pobres é de primordial importância — a oportunidade que elas representam em termos econômicos e geopolíticos é ainda maior. “As mulheres sustentam metade do céu”, diz um ditado chinês, embora isso seja na maior parte dos casos apenas uma aspiração: em grande parte do mundo, garotas são analfabetas e mulheres, marginalizadas. Não é um acidente que esses mesmos países estejam desproporcionalmente afundados em pobreza e partidos por fundamentalismos e caos. Há um reconhecimento crescente por todos – do Banco Mundial aos membros do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e a ONGs como CARE – de que concentrar políticas assistenciais em meninas e mulheres é o mais efetivo modo de combater a pobreza global e o extremismo. É por isso que a ajuda externa tem sido cada vez mais dirigida a mulheres. O mundo está acordando para uma poderosa verdade: mulheres e meninas não são o problema; são a solução.”

Que tenhamos força e fé, porque a fé não costuma falhar.